Quando você pensa que já foi mais apaixonada, não só pelas pessoas, mas pela vida como um todo, até mesmo em época de depressão, aquele pós-guerra. Ainda tinha arte, música, cores, vida! Mas depois que eles começam a enfiar remédios na sua goela abaixo...Tudo fica cinza. Imagine três anos disso. Não fui capaz de ser eu mesma por três anos, ainda estou incapaz, para falar a verdade. Leva tempo...Leva tempo para seu sistema voltar a ser o que era, e eu me pergunto se volta de fato. Você não perde toda aquela paixão que tinha, porque envelhece o corpo, mas porque envelhece a alma, os remédios só são catalizadores disso, te deixam cego, surdo e mudo, enxergando em cinza, um mundo cheio de possibilidades e cor.
Depressão, eles dizem...Físico. Bom, se meu cérebro não funciona direito let him be. Não ligo mais. Se meu útero não funciona direito, foda-se. Não quero mais me preocupar com horários de remédios, não quero, não quero mais essas coisas no meu sistema, isso acaba comigo, eu não sou mais eu, eu sou eu dopada, diferente, entorpecida de algo que não era para estar aqui, ou estar aqui mas não nessa quantidade, essa falta de estabilidade ou excesso dela, não sei o que me fere mais. Já chega, cansei...E desisto. Agora formalmente. Esse negócio de médico não é para mim.
É terrível sentir letargia em um momento de alegria, é terrível. Me quero de volta. A força que eu tinha para lutar, com as próprias mãos, sem medo de derramar sangue. A facilidade de manipulação, Ah, I miss the old days...Ao mesmo tempo que me arrependo de coisas que fiz, provável que faria tudo novamente, mas ainda assim. O que aconteceu? Eu me pergunto...Aonde que eu decidi mudar, por que eu decidi mudar? Por quem? Ainda não tenho essa resposta mas estou a caminho de voltar a velha forma. Ainda não sei se para bem ou mal. Mas é aquilo, em algum momento uma pessoa tem de pôr para fora aquilo que é, deixar cair as máscaras sejam elas a quantidade que for. Mostrar a face nua a um mundo onde as mascaras prevalecem. Chega de sombras e cinza, quero cores, quero explosões, quero o mundo!
sábado, 21 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
There's a fly on my SOPA...And other stories...
Vinha hoje pensando nas pessoas, na diversidade das pessoas, cada um com seu fenótipo característico, criação característica, forma de pensar própria (ou não, há excessões) e gostos próprios também. Cada um que goste de alguma coisa, alguma pessoa, músicas, livros, filmes, guerras, paz, protestos, matemática, astrologia, física quântica...E por aí vai...
Claro que sempre podemos encontrar pessoas com gostos parecidos. Geralmente entre esse tipo de pessoa, é mais fácil gerar uma amizade. Mas claro, já disseram por aí, não me lembro o autor, mas que duas pessoas se dão melhor quando elas odeiam as mesmas coisas. E eu fico por aqui...Para não causar confusão. Pessoas amadas nem sempre vão gostar das mesmas coisas que você. Claro que não há nada a fazer para mudar isso, pessoas são diferentes, pessoas não mudam. Sendo assim, o melhor é procurar conviver com as diferenças de cada um.
(Imagem via tumblr)
Como já falei, estou nessa fase de fazer concursos. Amanhã tem aula de 8hs e domingo também, mesmo horário. Já estou chorando aqui, juro. Uma das piores coisas existentes na face da terra para mim, é acordar cedo no final de semana. No domingo então, putz! Hell on Earth! Preciso passar num desses troços porque tá foda. Hoje fiz a matricula da UFAL, mas pretendo trancar, por enquanto. Como estou voltando a me adaptar em sala de aula pode ser que eu volte, mas não prometo nada.
Então, o assunto da semana foram os projetos de lei americanos para fechar a internet. Há muito o que entender, do assunto, eu não sou especialista então vou só falar o que penso, com o pouco que sei. A internet é terra de ninguém, tá aí esse povo do 4Chan pra provar isso. Os EUA tão no cagaço, Anonymous, LulzSec, a gente viu isso o ano passado inteiro. Tem gente pirateando tudo via torrent e o escambau, faz muito tempo. Por que só agora? E por que umas leis tão restritivas? Pelo menos ao que parece. Eu não gostaria de ver nenhuma foto minha sendo usada sem minha permissão por aí, eu compreendo isso. Mas "desligar" a internet não parece solução. Sendo que a votação está parada e os grandes sites são contra, creio que até o final do mês a gente descobre se os maias estavam certos ou não.
Meanwhile in a private world...
Estou pensando em cortar o cabelo, ainda não escolhi o corte, mas estou pensando em uma franja, que tal? Não sei. Sei que estou cansada. Um bocado. Ontem caíram raios e trovões por aqui, me acordaram de madrugada, não sou muito fã desses fenômenos da natureza. Apesar de que quando eu era criança eu queria ser um daqueles caçadores de tornados que passava no Discovery Channel, fã total daquele filme Twister, sabe coéh? Esse mesmo.
Ah, minha câmera chegou. Em breve, fotos. Não da câmera, claro. É uma canon, powershot A3300IS. Google it. Meio que levantou meu humor que anda meio baixo, não sei o motivo, 90% de chace de ser hormonal, e eu torço para que seja...acho que vou parar com esses remédios, não estão me adiantando de nada. Ainda tenho TPM, acho que não há cura no mundo inteiro para TPM, estou prestes a desistir disso e pronto.
Bom acho que esse post de hoje não fez muito sentido. Mas essa é a vantagem de ter um blog que chama delírios inacabados. Não precisa de sentido, foco ou direção.
Cansei de escrever.
Até mais,
Os créditos das fotos postadas ou estão na foto, ou eu coloquei algo a respeito, é geralmente tumblr e 9gag. Quando a foto for minha, eu aviso. Agora está tudo devidamente creditado, ou não. Mas se foi você que tirou a foto ou sabe qual a fonte, me avisa aí nos comentários.
Agora sim, até mais.
sábado, 14 de janeiro de 2012
Saturday Night
Depois de um dia de estudos e sono, acho que o apanhado geral é positivo. Afinal, estudei. Terminei a noite vendo o filme do Tom Ford, A single man, que, na minha opinião, foi um bom filme, muito artístico. E se era essa a ideia então tem nota dez. Da para captar, pelo filme, a ideia de que não importa quão fundo no poço você esteja, sempre aparece alguém para te tirar de lá, mesmo que por pouco tempo, um paliativo. Julgo que no meu caso tem sido um remédio diário e duradouro, uma solução.
Skipping that.
Devo expressar meu medo e total falta de confiança em mim mesma. Calma, não vou transformar esse blog num blog de lamúrias, como todos os outros, é só o apanhado do dia e meus pensamentos malucos. (for the record). Mas é incrível, de uma forma ruim, se ver num local onde seu concorrente, claramente (para você), sabe muito mais do que você jamais saberá um dia (Drama!), sobre todos os assuntos relacionados ao curso e a prova vindoura. Quando o professor diz "você já deveria saber isso", um leve tremor me percorre o corpo. Não acho que tenha menos capacidade que ninguém, muito pelo contrário, às vezes os próprios desanimadores são extremamente animadores e você pensa, esse é o tipo de pessoa que vai enxergar hieroglifos na prova. Saca? Aquela galera que toma maracujina e enxerga tudo borrado? Rivotril pra acalmar, 5 fitoterapicos goela abaixo no dia da prova, pra dar um gás. Estimulante. Cada pergunta idiota um Darwin Award é dado mentalmente para a criatura. Claro que posso vir a ser punida pelo fato do nome da criatura estar na lista dos aprovados e o meu não, mas é um simples detalhe. O serviço público é hilário anyway.
Em sua mente tudo fica confuso, primeiro você tem um objetivo. Mas depois se pergunta se de fato é esse o objetivo escolhido. No apanhado geral eu diria que sim, afinal são mais prós do que contras. Mas mesmo assim.
Quando se é adolescente, nos seus 16 ou 17 anos, a pessoa em questão acha que aos 25 anos sua vida estará completamente resolvida. Objetivos traçados, sonhos realizados, novos sonhos a caminho, muito dinheiro e estabilidade. Quando você chega aos 24 e ainda não tem nada disso, a única coisa que passa pela sua mente é, shit just got real. Now or never. E de repente parece que sua vida, suas experiencias vividas até agora não valeram de nada, parece que 24 anos é o novo centenário. Mas creio que é bem ao contrário. Valeram tanto que preciso, precisamos de novos sonhos, novas fronteiras e um bocado de dinheiro. De forma legal, agora (oops). Não eu não sou uma criminosa. Fiquem tranquilos.
Mudando de assunto.
Comprei uma câmera, yep. Estou gostando da idéia de volta a fotografar. Não é nada profissional, mas me deu uma certa alegria, é minha, eu comprei, eu paguei por ela, e está para chegar. Talvez os posts daqui para frente sejam firulados com fotografias. Essas pequenas alegrias estão me mantendo nesses tempos um tanto quanto tempestuosos, profissionalmente falando.
Felizmente meu suporte emocional não será uma câmera fotográfica. Eu tenho amigos, ainda que poucos. E cada vez menos cada dia que passa. Eu tenho meu amor, que é a melhor pessoa do mundo para mim, mas falo sobre isso em uma outra ocasião. É muita coisa para falar. Passei uns dias sem postar. Mas vou contando as novidades aos poucos.
Duas semanas para o MPE
Um mês para o INSS
Dois meses para a Prefeitura
São meus concursos no momento. Fiquem na torcida. Vou dormir.
Vou publicar o post então me corrijam se algo estiver errado, não vou revisar isso agora.
Até outro dia.
Skipping that.
Devo expressar meu medo e total falta de confiança em mim mesma. Calma, não vou transformar esse blog num blog de lamúrias, como todos os outros, é só o apanhado do dia e meus pensamentos malucos. (for the record). Mas é incrível, de uma forma ruim, se ver num local onde seu concorrente, claramente (para você), sabe muito mais do que você jamais saberá um dia (Drama!), sobre todos os assuntos relacionados ao curso e a prova vindoura. Quando o professor diz "você já deveria saber isso", um leve tremor me percorre o corpo. Não acho que tenha menos capacidade que ninguém, muito pelo contrário, às vezes os próprios desanimadores são extremamente animadores e você pensa, esse é o tipo de pessoa que vai enxergar hieroglifos na prova. Saca? Aquela galera que toma maracujina e enxerga tudo borrado? Rivotril pra acalmar, 5 fitoterapicos goela abaixo no dia da prova, pra dar um gás. Estimulante. Cada pergunta idiota um Darwin Award é dado mentalmente para a criatura. Claro que posso vir a ser punida pelo fato do nome da criatura estar na lista dos aprovados e o meu não, mas é um simples detalhe. O serviço público é hilário anyway.
Em sua mente tudo fica confuso, primeiro você tem um objetivo. Mas depois se pergunta se de fato é esse o objetivo escolhido. No apanhado geral eu diria que sim, afinal são mais prós do que contras. Mas mesmo assim.
Quando se é adolescente, nos seus 16 ou 17 anos, a pessoa em questão acha que aos 25 anos sua vida estará completamente resolvida. Objetivos traçados, sonhos realizados, novos sonhos a caminho, muito dinheiro e estabilidade. Quando você chega aos 24 e ainda não tem nada disso, a única coisa que passa pela sua mente é, shit just got real. Now or never. E de repente parece que sua vida, suas experiencias vividas até agora não valeram de nada, parece que 24 anos é o novo centenário. Mas creio que é bem ao contrário. Valeram tanto que preciso, precisamos de novos sonhos, novas fronteiras e um bocado de dinheiro. De forma legal, agora (oops). Não eu não sou uma criminosa. Fiquem tranquilos.
Mudando de assunto.
Comprei uma câmera, yep. Estou gostando da idéia de volta a fotografar. Não é nada profissional, mas me deu uma certa alegria, é minha, eu comprei, eu paguei por ela, e está para chegar. Talvez os posts daqui para frente sejam firulados com fotografias. Essas pequenas alegrias estão me mantendo nesses tempos um tanto quanto tempestuosos, profissionalmente falando.
Felizmente meu suporte emocional não será uma câmera fotográfica. Eu tenho amigos, ainda que poucos. E cada vez menos cada dia que passa. Eu tenho meu amor, que é a melhor pessoa do mundo para mim, mas falo sobre isso em uma outra ocasião. É muita coisa para falar. Passei uns dias sem postar. Mas vou contando as novidades aos poucos.
Duas semanas para o MPE
Um mês para o INSS
Dois meses para a Prefeitura
São meus concursos no momento. Fiquem na torcida. Vou dormir.
Vou publicar o post então me corrijam se algo estiver errado, não vou revisar isso agora.
Até outro dia.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Meanwhile in another dimension...
Dia começando e eu não tenho certeza de como vai acabar. Até agora consegui uma dor de cabeça e a leve raiva de ter de fazer um trabalho que não é seu e no final de todo esforço posto no tal trabalho ele ser desumanamente descartado. Cheers! Tenho aula de 14hs e não faço idéia do que vai ser. Vejo aquelas pessoas na sala e não sei não. Todos parecem estar sofrendo algum tipo de zumbimismo or whatever. Bom, aguardem, termino o post à noite com o apanhado do dia. Torçam por mim.
...
Não quis maldar nessa do zumbimismo. Mas não sei mesmo, é uma impressão que dá...Enfim. O dia hoje foi produtivo. Vinha pensando no ônibus numa coisa engraçada...No dia antes da prova do concurso, quantas pessoas vão rezar pra passar nessa prova e quantas dessas preces serão atendidas? Sei que não tem nada a ver. Ateístas e cristãos também, podem não gostar do comentário. Mas quem que não iria querer, além do esforço colossal de estudar horas e horas todos os dias, ganhar uma ajudinha...Digamos...Divina. Aquele empurrão espiritual, aquele momento de iluminação durante a prova, baixa o Sheldom e tal, você vai lá, se matou de estudar e tal, 100%. E agora? De quem é o mérito? Não estou dizendo que ninguém vai culpar ninguém, fazer promessa e o caraleo. É só uma divagação sobre a realidade. Quem? Quem não faz aquela prece de última hora? Atire a primeira pedra. Não importa se religioso ou não. É aquilo, se existir alguma coisa além do tecido da realidade, é bem óbvio que eu vou querer uma ajudinha. Assim como os outros milhões de concorrentes, que como eu, não tão muito afim de estudar pra sempre e quer ganhar uma grana boa e estável.
É fazer a metáfora da metáfora, é procurar a piada da loteria na vida real. É comprar o bilhete de loteria e pedir pra ganhar, é estudar como um condenado e pedir pra passar. Mas no final, tudo depende da loteria do universo. Quem estudou mais não necessariamente está com a vaga garantida, quem estudou menos pode saber mais, quem não estudou nada, pode ter a sorte de marcar todas corretamente. E aí? A loteria universal é assim, quem ganha, quem perde, nunca se sabe. Se vivemos ou se morremos, amanhã, ou depois de amanhã. No ano que vem, ou no fim desse ano. Eu sei que eu estou estudando e farei as provas. Espero ficar iluminada de conhecimento e conseguir meu lugar à sombra. Mas nunca se sabe, eu sou de lua, o universo é matreiro e amanhã é um novo dia.
...
Não quis maldar nessa do zumbimismo. Mas não sei mesmo, é uma impressão que dá...Enfim. O dia hoje foi produtivo. Vinha pensando no ônibus numa coisa engraçada...No dia antes da prova do concurso, quantas pessoas vão rezar pra passar nessa prova e quantas dessas preces serão atendidas? Sei que não tem nada a ver. Ateístas e cristãos também, podem não gostar do comentário. Mas quem que não iria querer, além do esforço colossal de estudar horas e horas todos os dias, ganhar uma ajudinha...Digamos...Divina. Aquele empurrão espiritual, aquele momento de iluminação durante a prova, baixa o Sheldom e tal, você vai lá, se matou de estudar e tal, 100%. E agora? De quem é o mérito? Não estou dizendo que ninguém vai culpar ninguém, fazer promessa e o caraleo. É só uma divagação sobre a realidade. Quem? Quem não faz aquela prece de última hora? Atire a primeira pedra. Não importa se religioso ou não. É aquilo, se existir alguma coisa além do tecido da realidade, é bem óbvio que eu vou querer uma ajudinha. Assim como os outros milhões de concorrentes, que como eu, não tão muito afim de estudar pra sempre e quer ganhar uma grana boa e estável.
É fazer a metáfora da metáfora, é procurar a piada da loteria na vida real. É comprar o bilhete de loteria e pedir pra ganhar, é estudar como um condenado e pedir pra passar. Mas no final, tudo depende da loteria do universo. Quem estudou mais não necessariamente está com a vaga garantida, quem estudou menos pode saber mais, quem não estudou nada, pode ter a sorte de marcar todas corretamente. E aí? A loteria universal é assim, quem ganha, quem perde, nunca se sabe. Se vivemos ou se morremos, amanhã, ou depois de amanhã. No ano que vem, ou no fim desse ano. Eu sei que eu estou estudando e farei as provas. Espero ficar iluminada de conhecimento e conseguir meu lugar à sombra. Mas nunca se sabe, eu sou de lua, o universo é matreiro e amanhã é um novo dia.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
That kind of a day...
O dia hoje só não foi pior por falta de tempo, o que dá margem para escrever, óbvio. Estou correndo contra o tempo e não sei por onde começar. Até estou mais calma, mas ainda assim. A vida é um negócio simples que a gente complica. Clichês, eu sei. Mas não há argumentos contra fatos. Por mais clichês que sejam. No fim do dia, passado todo o aperreio, ônibus atrasados, engarrafamentos...gigantes para uma cidade como Maceió, vinte minutos de atraso e o sol me fritando os miolos. E na volta, uma garota tossindo em cima de mim, ônibus lotado...blah, blah, blah. Isso tudo faz florescer um estresse massivo. O tipo do dia em que você quer simplesmente desistir de tudo, na sua cabeça passa a vontade de não ir a aula, não chegar atrasada, não fazer isso, fazer aquilo e o calor fritando os poucos bilhões de neurônios que te restam. É um estado mental lastimável devo acrescentar. Mas como eu já falei, estou mais calma. No fim do dia tudo parece ter dado certo de uma forma errada. Não há mais nada o que se possa fazer. Só ir para a cama, dormir e esperar que amanhã as coisas sejam mais simples.
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