Quando você para e analiza a sua vida com um todo, você não chega a lugar algum. E o meu texto pode acabar por aqui. Ainda digo mais, pensar em um motivo para a sua vida aqui, nesse planeta, com essa família, nessa cidade, com essa personalidade e coisas afins, não é muito saudável, psicologicamente falando. Não importa qual estrada você vai pegar, todas elas terminam em um beco sem saída, dead end dear fellow, turn back and live your life.
Mas não adianta, você pensa sobre isso, você escreve sobre isso. Principalmente quando algumas coisas começam a ficar vagas, mal explicadas, cheias de névoa e começam a formar um ambiente incógnito na sua mente. Sombrio e nebuloso, esse ambiente vai fazer você procurar por respostas que estão lá, escondidas na névoa, mas que, devo dizer, vai culminar em uma busca inútil e sem sentido. Pois sim, caro amigo, você não vai encontrar respostas lá. Você não vai encontrar respostas em lugar algum, pois elas não foram feitas para serem encontradas, só as perguntas são. E perguntas se formam fácilmente em qualquer lugar, claro ou escuro, nebuloso ou não. There lies the questions, anywhere. E infelizmente a resposta não é quarenta e dois.
Eu, por exemplo, deveria estar estudando, minha situação não é das melhores e não está para ficar a menos que eu mude alguma coisa. Mas vem a pergunta, fácil, estampada em um outdoor do tamanho do firmamento: Por que não muda?
E a resposta? Não sei. E não vou encontrá-la. Só o que eu posso fazer é mudar o que deve ser mudado ou perecer incógnita no meio da multidão. Estou na tentativa e erro, estou me inundando de indignação, e as mudanças estão vindo, aos poucos, de barco, no horizonte ainda. Mas estão vindo e virão, fortes como o vento na tempestade, tão fortes que trarão mudanças drásticas, físicas e psicológicas, pronfundas na alma, para bem ou para mal. Vamos aguardar.
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